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Palestrantes:

Carol Garcia
Carol Garcia é jornalista graduada pela Universidade Federal do Paraná, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e doutoranda no mesmo programa sob os auspícios da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação. Atua como consultora nas áreas de comunicação e semiótica, estratégia de marketing e análise do comportamento de consumo de moda, atendendo empresas estabelecidas nos Estados Unidos e no Brasil desde 1998. É diretora científica da Modus – Marketing & Semiótica e dentre seus clientes destacam-se empresas como Santana Têxtil, Fiat Automóveis, Banco do Brasil, Dryzun e os estilistas brasileiros Ronaldo Fraga, Mareu Nitschke e Karla Girotto. Tem vasta experiência internacional como cool hunter, atuando profissionalmente em países como França, Itália, Alemanha, República Tcheca, Holanda, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, Japão, Índia, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai.
No mercado editorial, é co-autora do livro Moda é Comunicação: experiências, memórias, vínculos (Ed. Anhembi Morumbi, 2005) e co-organizadora da obra Moda Brasil – Fragmentos de um Vestir Tropical (Editora Anhembi Morumbi, 2001). Atualmente, redige a biografia do estilista Ronaldo Fraga a convite da editora Cosac Naify. É repórter especial de L’Officiel Brasil e colunista da World Fashion, tendo colaborado com ensaios para os jornais Gazeta Mercantil, Folha de São Paulo e Gazeta do Povo e as revistas World Fashion, World Fashion Daily, Arc Design, Profashional, Continente Multicultural e Novità nas áreas de criação, comunicação e consumo de moda.Entre 2000 e 2006, foi editora-chefe da revista digital Moda Brasil www.modabrasil.com.br e membro do conselho editorial da edição brasileira da revista inglesa Fashion Theory. Como pesquisadora, produziu vários artigos para revistas científicas (como a espanhola DeSignis e as brasileiras Moda Palavra, Fashion Theory e Nexos) e também para livros, entre os quais Visiones del diseño (Chile – no prelo), Reflections on learning and teaching in fashion education (Reino Unido), L'etica dell'apparenza:Discipline della moda (Itália), O Corpo da Moda, a Moda do Corpo (Brasil), O Novo Luxo (Brasil), Plugados na Moda (Brasil). É ainda pesquisadora plena do CISC – Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia.
Em âmbito acadêmico atuou como docente convidada de várias instituições, entre as quais o Instituto Superior de Visual Merchandising de Vevey – Suíça,bem como da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) entre 1999 e 2005. Em 2006, sob os auspícios da UNESCO, foi observadora internacional do projeto Circuito Identidades Latinas. Criou, implantou e coordenou os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em Moda (Jornalismo de Moda e Estilo de Vida, MBA em Moda, Cultura de Moda) da Universidade Anhembi Morumbi entre 2003 e 2007. Em 2007, licencia-se da coordenação para responder pela direção científica internacional de pesquisas da Corporação Raiz Diseño, fórum de cooperação envolvendo Espanha, Chile, Argentina, Colômbia e Brasil. No mesmo ano, lança no Senac-SP o curso “Pesquisa de Desejos e Consumo de Moda”. É membro do comitê executivo do Colóquio Brasileiro de Moda desde 2005 e coordena o grupo de trabalho Moda, Comunicação e Cultura. Participou do conselho geral do IFFTI – International Foundation of Fashion Tecnology Institutes no biênio 2004/2005 e hoje integra o conselho do IBModa – Instituto Brasileiro de Moda.
Em 2005, esteve no Bunka Woman’s University, Tokyo, onde pode vivenciar a cultura japonesa e observar a influência do kimono na moda atual.

Takano Nakayama
Nascida em 1977, na cidade de Fukuoka, Japão. Em 1996 prestou vestibular e, tendo obtido o primeiro lugar, cursou a Universidade de Belas Artes de Osaka até se formar em 2000.
Mesmo antes de entrar na faculdade, Takako já pintava suas telas e tinha uma preferência especial por pintura a lápis, isto porque acreditava que a beleza e perfeição de uma tela começam no esboço. No Japão, os artistas evitavam a pintura a lápis por duas razões: por acreditarem que não possuem o mesmo encanto da pintura a cores e por não permitir esconder as falhas do desenho.
Este interesse pelas telas fez com que, aos dezesseis anos, ela se oferecesse como discípula do professor Kangaku Ajiro, com quem prendeu a técnica de pintura Tempera. Chamo a atenção para o termo discípula que usei. O significado deste termo é: para que o professor Kangaku aceitasse ensiná-la, Takako teve que fazer muitos serviços domésticos, tais como, limpar o atelier, cuidar da filha pequena, mas o pior, segundo ela, foi ter que ficar pintando um círculo, às vezes por mais de oito horas e, quando avisava ao professor que havia terminado, ele olhava o desenho e apenas dizia, sem nenhuma outra explicação: ¨Você ainda não terminou. Continue!¨. Isto diariamente. Quando ao final de duas semanas ela conseguiu a aprovação do professor, recebeu o segundo desenho que deveria fazer.
Takako ficou muito contente por receber seu segundo desenho, mas a alegria durou pouco. Ela teve que pintar um triângulo e demorou quase um mês para receber a aprovação do professor.
Mas foi graças a esse método de aprendizado que Takako conseguiu desenvolver a perfeição em seus desenhos.
Em 1995, Takako estudou pintura e modelagem na escola Nakanoshima Bijutsu Kenkyuujo, de Osaka.
Depois, tendo se apaixonado pelo Urushi, cursou a escola, Ishikawa Kenritsu Wajima Gijutsu Kenshuujo, de 2001a 2003 na cidade Wajima, onde aprofundou seus conhecimentos nesta arte milenar.
Em 2005, recebeu da Associação de Preservação do Patrimônio Histórico do Japão, carta de reconhecimento de capacidade de restauração de objetos históricos em Laca.
Trabalhou como restauradora do patrimônio histórico japonês, através da empresa Sawanodougen até vir para o Brasil no final de 2005.
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